O mundo me engana, mas eu continuo vivendo nele [parte 1]

Lá pelos meus 16, 17 anos, não sei bem quando, tive uma epifania que envolvia THC, álcool, algum tipo de culinária junkie e O Mágico de Oz. Comecei a perceber o subtexto implícito naquela fábula purista. Imaginei relações simples, bem simples, de uma propaganda política que envolvia a classe rural (o Espantalho), a classe operária (o Homem-de-lata) e os investidores (o Leão). E algo sobre a estrada de tijolos amarelos, nunca a de tijolos vermelhos.

Fazia sentido pra caralho, uma vez que o Espantalho queria um cérebro (alusão à necessidade que a classe do campo tinha em receber educação), o Homem-de-lata um coração (o medo dos operários de que a máquina substitua a força de trabalho humana), e o Leão, coragem (que os magnatas precisavam para investir, sei lá no que…). Anos depois, resolvo pesquisar minha mal-formada teoria e o que encontro? Um mundo de artigos e referências de que o Mágico de Oz é uma fábula de alusão ao perído político que os Estados Unidos vinham passando na década de 1890. Encontrei inclusive um artigo inteiro sobre isso.

O fato da minha epifania não ser tão original não tirou a satisfação que encontrei no fato de eu não ser louco.

Wizard Of Oz

“Então Sr. Roosevelt, vai resolver nosso problema, não é mesmo?…”

1 Comentário

  1. hahahaha

    inconsciente coletivo, eles roubaram teu insight, cherry!


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