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la vie en close (c’est une autre chose)*

abril 22, 2007

tenho pensado muito e escrito pouco. chorando e rindo mais do que de costume. tenho me sentido meio imbecil, implicando com meus defeitos e com a medicina holística. tenho saudades dos amigos e de alguém que eu nunca fui nem poderia ser. tenho sede de água sem cloro, sem vermes, sem essa porra de realidade que eles injetam goela abaixo pra me fazer engolir. tenho raiva e medo e angústia e outros sentimentos que não me deixam ficar só. mas cecília tem um beijo morno, e demora nos beijos para que meu rosto frio se aqueça com as coisinhas boas de se estar vivo. um homem se enforca. um homem senta e bebe seu conhaque. os cidadãos comuns me olham e seus rostos são borrões de tinta lacrimosa sobre o reflexo da minha própria loucura. lucidez é ser volátil e rápido como um predador covarde. cecília me consola porque não sabe da minha dor. é minha e ponto final. mas não era disso que eu queria falar. tenho certezas demais sobre o futuro, que não me deixam viver sem culpa. tenho um mundo que é só meu e me sufoca de tantas coisas que não digo a ninguém. falo demais, nada de importante. será que amo cecília ou a ausência minha que ela verte em lágrimas soluçadas (quase uma tosse de tristeza)? tenho no peito um terceiro pulmão que não respira mais. temo um dia vir a precisar dele. afinal de contas, que porra é sentir?

23.03.2003

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