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porto alegre, senegal e dois cigarros e meio por minuto*

abril 23, 2007

último dia de temporada do espetáculo[todinho di dois], deu tudo certo e o público gostou…isso é a conta. acho que vai rolar mais um trabalho nessa área em julho. preciso de um emprego até lá, anyway.

na volta estava eu passando pelo sabor hum (o bar número hum da chinelice provinciana) e eis que dou com o aniversário do drégus (eu tinha recebido a notificação por e-mail e esquecido, como tudo o que leio por e-mail) e algumas pessoas que eu não via desde milnovecentosegaragemhermética. cerveja infinita. glub. estar longe nem sempre se entende. por isso posto pra ti este poeminha, menino:

geografia

As lágrimas são decisivas.

Elas fazem você viajar.

Quem chora, busca todas as distâncias.

–fausto wolff

. . . . . . . . . . .

paul verlaine = FÓDA. afinal de contas o jovem arturzinho não comia qualquer bagulho (apesar do que possa parecer)

Nevermore

–Paul Verlaine

Saudade, o que afinal queres de mim? O outono

Fazia errar o tordo pelo céu sem tono;

E dardejava o sol um raio de abandono,

No bosque em que se ouvia da rajada o trono(trovão).

 

Íamos caminhando em sonho e isolamento,

O cabelo e a cabeça alastrados ao vento.

Voltando para mim seu olhar num momento:

“Qual teu dia melhor?” (Era ouro o seu lamento,

 

A sua voz sonora de dulçor composta.)

Um sorriso discreto lhe deu a resposta,

E eu beijei sua mão alva, com muito amor.

 

Ah, as primeiras flores! Botões perfumados!

E o que murmura em seu encantado rumor

Este primeiro sim dos lábios bem amados.

[okay, esta tradução é meio xoxa, portanto voila le original para os sábios e os nem tanto. mesmo que você não fale francês, leia. afinal de contas o glamour é o que conta.]

Nevermore

Souvenir, souvenir, que me veux-tu? L’automne

Faisait voler la grive à travers l’air atone,

Et le soleil dardait un rayon monotone

Sur le bois jaunissant où la bise détone.

 

Nous étions seul à seule et marchions en rêvant,

Elle et moi, les cheveux et la pensée au vent.

Soudain, tournant vers moi son regard émouvant:

«Quel fut ton plus beau jour?» fit sa voix d’or vivant,

 

Sa voix douce et sonore, au frais timbre angélique.

Un sourire discret lui donna la réplique,

Et je baisai sa main blanche, dévotement.

 

Ah! les premières fleurs, qu’elles sont parfumées!

Et qu’il bruit avec un murmure charmant

Le premier «oui» qui sort de lèvres bien-aimées!

 

16.12.2002

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