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não nos deixeis cair em tentação (entenda, por favor)

novembro 26, 2007

pb14l

houve um tempo em que eu sonhava com o amante-calígrafo fauno anacrônico com suas mãos de um milhão de palavras e sua boca de poucos venenos e muito louvor. hoje percebi que a metade é inteira, simplória e perversa. sou minha própria amante. sozinha, risco com calma e com raiva as letras que o destino apaga.

de repente penso no inferno, lembro dos teus olhos, me olhando de cima com desejo e de baixo com temor. mas o passado não cabe no futuro, e minha farsa é o alívio fugaz de uma noite. uma noite apenas contigo e já insisto em negar o nunca. o que será essa coisa que se chama êxtase? será isto?

ópio do tempo, cicuta do amor. não é por mim, mas por ti que evito o torpor.

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