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Vende-se (um fragmento)

maio 24, 2010

Há nas ruínas um tipo de construção que poucos compreendem. Se toda ordem tem seu caos, todo caos tem sua ordem. Coisas assim. Nisso escolho crer, sem que me pese sobre os ombros mais que uma rocha de médio porte. Caminho depressa entre a multidão, vitrines cheias de televisores com suas cores achatadas. O mundo encapsulado pelas ondas de um satélite: uma certa doçura inpensável em tudo isso, sem dúvida. Mas não para mim. Claro que não. Do princípio, então. Tudo o que se pode saber de mim é que estou viva. De um modo obscuramente óbvio esse é o melhor resumo de minha existência.

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