Vampire Girl Vs. Frankenstein Girl

Sem palhaçada alguma: melhor filme que eu vi no Fantaspoa. Bem verdade que desisti de ver a Centopeia Humana hoje por falta de saco pra me amontoar, mas esse baixarei da Internet, com um tapa-olho e um papagaio no ombro. E, sinceramente, eu duvido muito que The Human Centipede tivesse derrotado esta pérola.
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Pubiscidade II

Para provar que eu tenho ainda um respeito fugaz pela publicidade como meio de expressão antropológico-artística, venho por meio deste brindar-vos com um comercial fantástico que o amigo Noah compartilhou comigo recentemente. Simplesmente genial.

e já que estamos nessa, tem também a série de comerciais do BAFICI que basicamente MUDARAM MINHA VIDA.

Pubiscidade

Nos últimos 18 meses assisti mais TV do que nos 8 anos anteriores. Isso não quer dizer que eu não assistia PROGRAMAÇÃO de TV, eu simplesmente baixava o que queria e assistia. E isso me manteve, por muito tempo, protegida dos comerciais. Não vou cuspir no prato que já me encheu a barriga: acho que a publicidade PODERIA ser uma área muito interessante. Mas continuo me chocando quase que diariamente com o nível dos comerciais.

Um fenômeno interessante que tenho observado é como os publicitários recorrem à humilhação para vender coisas a mulheres. E a escatologia também está em alta. Com Activia você vai cagar duas vezes seu peso diariamente, sua anal-retentiva! Uma marca branca de desodorante “acaba com qualquer mulher” (e faz com que ela ganhe o desprezo da Ana Hickmann).

Mas o comercial abaixo é simplesmente o pináculo da combinação entre humilhação e a escatologia. Nesse comercial de um “sabonete íntimo” (ah, o eufemismo) a  tal Thalita Rebouças (de quem eu pessoalmente nunca ouvi falar) invade a casa de duas meninas e manda elas LAVAREM A BUCETA.

Uma análise superficial revela diversas premissas interessantes dessa peça. Um dos conceitos em jogo é o de que garotas que fazem chapinha têm a buceta fedida. A chapinha, que é uma notória arma usada pelas meninas para se sentirem mais seguras, é colocada como superficial. O importante é ter a buceta cheirosa.

Para “vender o peixe”, a idéia subjacente é a de que um banho normal não é o suficiente para manter suas partes íntimas limpinhas. Só o sabonetinho de buceta é capaz de salvar as garotas da má fama que vem com o odor de peixe podre (alguém pensou clamídia?).

O lance é também, naturalmente, humilhar as meninas, que são expostas a uma câmera estilo “reality show”, enquanto a cruel apresentadora, ao dirigir-se ao câmera-man, enuncia: “Vamos ver se as meninas estão se cuidando?” querendo dizer “Vamos ver se a buceta delas está limpa ou não?”.

O ápice da humilhação acontece quando a “apresentadora” grita para as duas: “Meninas, já pro banho”, um enunciado que as reduz de adolescentes a crianças, colocando a mulher mais velha (quem essa Thalita Rebouças pensa que é? Pelo nome eu diria que já é bem rodada.) na posição de ensinar às garotas os truques da mulher que dá pra todo mundo. Tipo “Seguinte, gurias, se vocês quiserem dar geral, tem que tomar banho com esse sabonetinho aqui ó. Senão todo mundo vai falar que vocês são fedorentas e aí não adianta hidratante nem chapinha”.

Agora me digam se uma coisa dessas não é ultrajante. Me digam se eu é que estou louca.

THE SHRUTES: ESTRÉIA NO PRÓXIMO SUPERBOWL

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Quando começaram a rolar boatos de que surgiria uma série dedicada exclusivamente ao personagem Dwight Shrute, do The Office americano*, meu coração se encheu de esperança. E quem espera sempre alcança.

Sim, The Shrutes (ainda não tem título, mas foi o título que o Rainn Wilson sugeriu no último Emmy, nos bastidores. espero que eles usem) estréia depois da final do superbowl. Mortais, tremei!

A emissora NBC produzirá uma série derivada do sucesso The Office (que por sua vez é versão estadunidense da cultuada série homônima britânica). A rede bota tanta fé no derivado que sua estréia acontecerá num dos horários mais nobres da TV dos EUA: logo após o SuperBowl, a final do futebol americano, em janeiro de 2009.

Na noite do jogo, após a final, será exibido um episódio regular de The Office, e logo depois estréia a nova série, que foi anunciada em outubro e ainda não tem título. O produtor-executivo Greg Daniels, que cuida tanto da série da NBC quanto do novo derivado, adianta apenas que veremos “novas caras e novos cenários”.

Pra se ter uma idéia da aposta da emissora, em 2008, 148 milhões de pessoas assistiram à final do SuperBowl nos EUA.

[omelete]

shrute08(clique na imagem para obter a versão grande)