O Apocalipse dos Cavalheiros

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Tortura #1

Em junho de 2003, eu estava arrumando o quarto e a quantidade de papel estava ultrapassando todos os limites. Para reduzir o volume de papelada, comecei a criar recortes essenciais e fui colando as coisas mais legais em um “boneco”. Ao fim de algumas horas, o quarto seguia bagunçado, mas nascia o Tortura Zine. Como estou pilhada em fazer um terceiro (e derradeiro) Tortura, resolvi escanear as duas primeiras edições para disponibilizar na web. Clique aqui para ler e/ou baixar o Tortura #1.

 

homem > máquina < homem

manmachineintro

capítulo zero: notas para uma análise da conversa mediada por máquina

– o riso na conversa mediada por máquina (CMM) é um operador; não funciona como o riso na conversa face-a-face (CFF)

– os turnos não são percebidos como alternados entre os participantes, necessariamente. é possível que um mesmo participante segmente seu turno em tantos subturnos quanto desejar. isso cria a possibilidade de observarmos pares adjacentes entre uma mesma pessoa (nesse caso não seriam pares? o par implica em troca de turno?)

– papel dos emoticons na CMM (visual aids da interação): um emoticon pode ser um turno (operador, não proposição — exceto em emoticons que trazem texto, desconsiderados pela análise)

– o papel dos emoticons versus expressões faciais (texto versus vídeo). aqui, a melhor opção para coleta de dados de ambos os tipos seria gravar em screencast a tela dos participantes, pra que se tenha todas as informações da máquina (desde “fulano está digitando uma mensagem” até o que cada participante digita e apaga sem que o outro saiba).

Ars Brevis Vita Longa

Então, no fim do mês passado eu fui assistir o último trabalho do João de Ricardo (JdR), Homem que não vive da glória do passado (HQNVDGDP), no Teatro de Câmara. Fazendo já de início o disclaimer, João me é muito querido, e há muitos anos. Mas isso pouco tem a ver com o fato de que está é, para mim, a peça mais importante dos últimos (quantos? muitos!) anos a apresentar-se na amada Portinho. Ora, por quê? Interessante você perguntar…

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